quarta-feira, 20 de julho de 2011

I let it fall, my heart


Quando eu abri os olhos naquela manhã, parecia que algo diferente estava dentro de mim. Talvez vazio, e eu ficava me perguntando o que teria ocorrido com aquele pobre coração, talvez de tão perturbado e cheio, de tão cansado, finalmente se esgotou. Sonhava com as belas paisagens e um grande amor, acordava com aquele mesmo gosto de nada, deitava pra voltar para o sonho e ver se meu coração respondia.
Me acostumei com a história de um coração calado, sem graça, pacato e acostumado a bater conforme suas funções. Parecia que ele ia ficar dormindo lá, quieto, quando de repente eu me pego pensando e respirando fundo para conter calada aquele sentimento que parecia ressurgir das cinzas como uma fênix, me atingir bem no peito como uma bala a queima roupa e a arder novamente.

domingo, 3 de abril de 2011

Palavras que não foram escritas em um chão de areia


Você se completa sentindo-se assim, mesmo estando numa paixão ou sem paixão alguma. Se completa fugindo ou ficando, mas no fundo isso vai gerar algum vazio inexplicável e você vai buscar novamente algo que te torne melhor do que se sente agora. Então corra e não se sinta como um nada no meio do mundo, não deixe ele te esmagar porque pra mim você pode ser sempre a melhor parte em minha vida, então não deixe esse mar de desilusões te afogar.
Pois bem, você constrói sua fortaleza e aqui estou eu para segurar os muros. Você chora e aqui estou eu para enxugar suas lágrimas. Você dorme e eu velo teu sono. Você grita e eu te abraço. Você sorri e eu te admiro. Você luta e um dia eu escreverei um livro.
E eu não ligaria se me permitissem a eternidade ao seu lado, porque seria o único lugar onde eu desejaria ficar. Mas ainda não quero a eternidade, quero te fazer sorrir enquanto a vida me permite, quero te fazer feliz. E quando chegar o dia do meu encontro com ela, que eu possa levar comigo a lembrança da sua alegria e que essa seja minha última marca em você nessa Terra.

Se isso for tudo, talvez seja muito pouco.
Luana A.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dias de solidão


Ela parecia desligada, com aqueles brilhantes olhos negros perdidos no horizonte, eu estava bem ali a sua frente observando sua expressão tão vazia. O sol estava a pino, as ruas sem uma alma sequer, e ali naquele cômodo só eu e ela. Arriscava uma pergunta, recebia um aceno com a cabeça ou até mesmo um ligeiro sorriso angustiado como resposta.

Buscava um contato visual, fugia. Quando percebi a lágrima caiu e um som curto e baixo rasgou o silêncio, soluços presos e dolorosos. Secou seu rosto rudemente e tornou a perder-se no horizonte, agora parecia mais vazia.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Imagination, just it.

Soava como primavera, aquelas flores firmes, a tarde fresca desejando nunca acabar e eu buscava em seus olhos as respostas para tudo que explodia em meu coração. O sol seguia seu declínio mostrando-nos o fim daquela tarde, corando as nuvens levemente de rosa, e toda aquela paisagem tomava tons mais alaranjados.

O vento soprava lentamente e as árvores pareciam dançar a nossa volta, e as folhas voavam sobre o lago colocando-se em meio aos pássaros. Quando o vento tocava seus cabelos, eles se soltavam e se entregavam delicadamente aquele toque e era fabuloso te ver ali.
 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Preciso deixar a rua me levar...

Sabe aqueles pedaços deixados sobre aquelas ruas por onde andei, aquelas lágrimas que caíram sobre aqueles lugares, sabe aqueles dias irreparáveis? Meu coração parece que bate cada vez mais forte inchando sobre meus pulmões e não permitindo que eu respire. E eu comecei a procurar por todo espaço e tempo possível, qual foi minha falha? Porque isso foi uma falha, sentir isso, causa e efeito, você erra em algum momento e isso traz uma consequência, talvez ruim como é o caso.


Eu quis me soltar dessas algemas apertadas, mas quando eu estava prestes a escapar, você jogou-me em uma cela escura e solitária. Naquele momento eu perdi o sentido de autonomia que tinha sobre mim. Eu ando por ai pensando, tentando descobrir onde que se encontra a chave que me tira desse cativeiro emocional.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Só você

Eu quis falar todas aquelas palavras engasgadas. Eu queria muito voltar e continuar andando, não foi influência da bebida, mas foi, talvez, de um amor contido.
Não sei parar de pensar no seu olhar ignorando o que eu dizia. As músicas levam o meu sono e eu digo que foi tudo um tremendo erro.
Acho que desaprendi a querer outras pessoas, só sei sentir o peito acelerado e cada vez mais apertado, as mãos tremulas que até me impediram de guiar o carro e parecer noite o dia que era para ser claro quando te vejo.
E quando meu coração dá sinais de que te esqueceu, ai peito meu, novamente me engana. Não penso em você todo tempo, mas a medida que penso basta para vir em lamento de que nada disso acaba.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Que mal é esse que se apodera?

Se quiseres saber (sei que não quer), não cai uma lágrima dos meus olhos agora, mas eu choro ainda. Faço desse meu peito, vazio do seu nada correspondente amor, cheio de esperanças. Mas não espero que olhe pra mim, a esperança é do esquecimento, esquecer-te é o que levo como norte.


Enrolo esse novelo de linhas embaraçadas, tentando colocar ordem nessa sala. Essa sala é cheia de buracos, passagens e saídas, como se fosse um labirinto, cada canto com seu enigma, e eu tento descobrir a resposta pra todo esse sentimento que me envolve e me arremessa novamente nesse berço de solidão. Mas é aquela solidão que fica quando de tanto pensar, eu fico vazia.