sábado, 10 de março de 2012

podia ser adeus

eu queria saber ser tudo isso que minha cabeça consegue criar todos os dias, esse ser amável que só minha mente sabe delinear, seria tão bom sorrisos forjados só pra não ter que explicar que tudo está aos pedaços todo o tempo.
seria melhor ainda não ter que lidar com a própria loucura, com o próprio desgosto, com a própria tristeza, lidar com o que é dos outros é sempre uma forma de perceber que o que é seu se esconde. tudo desaparece sob a sombra de outros problemas, outras loucuras, outros desamores.
ser bom, mas sempre faltar um pedaço que faz com que nunca possa se amar, nunca possa se sentir inteiro, como faltar partes de seu próprio corpo e ninguém entende porque você chora, você simplesmente chora, porque o que falta é bem mais do que qualquer um poderia entender.
e ninguém vai se importar quando o sol desaparecer e ninguém mais poder ver seu rosto sob a escuridão, todos simplesmente dirão adeus. quando apenas a Lua o guiará e será sua  companhia e a única coisa que verá a tua solidão se escondendo nos becos e cortando suas últimas esperanças em meio a lamentações de um tempo que nunca voltará.
mesmo que o tempo tenha sido minutos atrás, horas, poucos dias... sentindo-se como se fossem dias perdidos pelo simples fato de não ter a ciência de como se viver. porém ninguém vai se importar se você apenas precisar chorar, porque o tempo não espera ninguém, ele pune, e ninguém quer se sentir punido com o tempo perdido em seu choro.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

só vem


Venha comigo ver o sol nascer, acordar ao meu lado e entender o que é amar. Vem me ensinar que as menores coisas também podem nos fazer rir como nunca rimos na vida. Vem entender que uma xícara de café e um dia nublado é tudo o que precisamos para nos perdermos numa calmaria. Vem sem medo de ser feliz, porém sem certezas de que não existirão caminhos tortuosos. Vem compor uma nova melodia para essa minha vida que anda em meio a tanta melancolia.  

terça-feira, 29 de novembro de 2011

...


Mostre a todos que eu estava errada em achar que eu só falho
porque eu talvez saiba que algo eu consegui salvar
não quero pensar que eu sou o lado ruim de novo e de novo
eu apenas preciso sabe, me tornar parte de algo certo
quero construir e manter, sem aos poucos desgastar
e sempre ficar aqui pensando em como posso ser melhor

não coloque suas mãos sobre minha cabeça
apenas para fazer com que eu pareça uma tola
só preciso retomar tudo de onde se perdeu
porque quando se perde é só uma questão de reencontrar
ou de construir uma nova história

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


Te desejo com lábios sedentos, como a terra seca deseja a água. Te desejo com uma força incalculada. Te desejo com a carne e com o coração. Te desejo como a força de um perdão. Te desejo tão intensamente como um mártir no extremo de sua sofreguidão. Te desejo como a alvorada a manhã pede. Te desejo com uma esperança que não cede.  

Luana A.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

pena

estou pagando uma pena, uma pena que eu me imponho pra suportar a falta que eu sinto de mim. se eu pudesse parar com essas reviravoltas aqui dentro, calar um momento minha mente, desligar todos os meus sentidos e me soltar no vácuo, sem som, sem ar, sem voz, no escuro, no vazio. e me sentir mais cheia de mim do que do resto. deixa eu segurar sua mão até passar todo meu medo, vem me salvar dessa confusão, eu sei que posso confiar em você, eu sei que te tenho pra sempre.

mas não espere o mundo me engolir, não espere. não me deixe tão só. preciso apenas me jogar e voltar, e quando voltar apenas quero te ver onde sempre esteve, a me esperar. não deixe que eu me perca, não deixe eu me anular assim, só preciso calar todas essas vozes que me comandam, e deixar uma me guiar, e tudo que eu realmente quero aparecerá claro como sempre deveria ser.

e mesmo que a noite engula todas as minhas esperanças, mesmo que essa tempestade toda seja muito grande para um copo d'água, para uma vida tão pequena, eu sei que posso sair inteira, e com todas as feridas cicatrizadas.

preciso apenas me jogar e voltar, e quando voltar apenas segurar sua mão. não deixe que eu me perca, não deixe eu me esquecer assim, só preciso calar todas essas vozes que me comandam, e deixar uma me guiar, e tudo que eu relmente quero será meu.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

if my heart could be torn off, I would be fine


como brincar de não ser algo, ser nada. brincar de pique esconde com a própria alma, se perdendo de si mesmo. engolindo todas as mágoas, como se mágoas não tivesse, como brincar de não ser o que é, de ser ninguém. ser as vezes mais, as vezes menos do que ostenta. lançar lágrimas num chão de açúcar, e quebrá-lo todo a sua volta, sem sentimentos, sem dor, e de toda aquela paz, cair em si, no abismo entre a realidade e o sonho, onde tudo que é sonho parece tão real e tudo que é real parece sonho, e que segura dentro de si a verdadeira cara, ou posso dizer o verdadeiro 'eu', para jamais tornar-se, diante de outrem, um fraco, um derrotado. com chama nos olhos, passos decididos, como se realmente aquilo significasse tanto, mas no fundo não representa nada. desleixo, impaciência, imoralidade, inconsciência, irresponsabilidade, irritabilidade. se perguntando todo dia “pra que nascer? morrer pra quê?”, como se fosse mudar todo esse peso infernal que parece não sumir dos ombros. como um peso de mentira mal contada, de noites mal dormidas, de perdas mal superadas, de nojos mal compreendidos, de história mal lembradas, de dias mal vividos, de arrependimentos mal aceitos, de perdões mal pedidos, de tarefas mal acabadas, de decisões mal tomadas. é como não ligar pra nada e para tudo ao mesmo tempo, como se nada fizesse tanto sentido quanto fez ontem, e vice-versa. e todos os sorrisos se fecham e aquele pequeno feixe de luz de repente se apaga.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

I let it fall, my heart


Quando eu abri os olhos naquela manhã, parecia que algo diferente estava dentro de mim. Talvez vazio, e eu ficava me perguntando o que teria ocorrido com aquele pobre coração, talvez de tão perturbado e cheio, de tão cansado, finalmente se esgotou. Sonhava com as belas paisagens e um grande amor, acordava com aquele mesmo gosto de nada, deitava pra voltar para o sonho e ver se meu coração respondia.
Me acostumei com a história de um coração calado, sem graça, pacato e acostumado a bater conforme suas funções. Parecia que ele ia ficar dormindo lá, quieto, quando de repente eu me pego pensando e respirando fundo para conter calada aquele sentimento que parecia ressurgir das cinzas como uma fênix, me atingir bem no peito como uma bala a queima roupa e a arder novamente.